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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O poder das cortinas de crochê 2

Essa história começa aqui.



Fui para Juiz de Fora e voltei para BH com minha mãe. Meu pai chegaria dois dias depois. Comentei com ela mas preferia mostrar aos dois, juntos.
No domingo fomos almoçar num restaurante localizado na mesma avenida onde estava a cortina e pedi ao Fred que seguisse por ela para mostrar a eles. Quando chegamos em frente, pedi que desacelerasse e apontei onde era. Minha mãe olhou, ficou encantada, falou, se emocionou mas meu pai não conseguiu ver. Conclusão: vamos dar a volta na quadra.


PARÊNTESES não sei quem aqui conhece Belo Horizonte mas não existe "dar a volta na quadra" porque não há perpendiculares. Resultado: 10 minutos de "volta na quadra", entrando e saindo de ruas que não davam onde queríamos. FECHA PARÊNTESES


Conseguimos voltar ao mesmo ponto e pedi novamente ao Fred,
"diminui a velocidade."
Meu pai: "pára aqui no ponto de táxi!"
Fred: "não posso!"
Meu pai: "pára aqui, pára aqui!"
Eu:"pára um segundo, só para ele ver. Não tem táxi vindo para parar."
Minha mãe: "Qual o número daqui? Quero ligar para esse prédio e descobrir quem fez."

No segundo que o Fred pára o carro, meu pai abre a porta, sai correndo e se instala dentro do prédio. Minha mãe não pára de falar sobre o número do prédio, qual seria o número do apartamento, que isso e aquilo. Fred fica estressado porque poderia aparecer um taxista reclamando a qualquer momento sobre o fato de ele estar ali, onde não deve. Meu pai some por 1 minuto, 2 minutos, 3... e ninguém pára de falar dentro do carro.

Finalmente meu pai volta, como se nada tivesse acontecido, e fala: "ali mora uma senhora e a cortina foi da mãe dela."

Todo mundo murcha, tiramos o carro e vamos embora para casa.

Essa não é uma história com fim; a qualquer momento meus pais ou eu podemos achar uma nova cortina para ser namorada e, quem sabe, adquirida por eles?
Eu também não sou escritora (nem tenho pretensões!) mas quis mostrar aqui como um objeto artesanal pode mover alguém, mostrando aos artesões que as pessoas valorizam SIM o que fazemos. Só temos que encontrar o que as move. :)


*** Eu vou ficar devendo as fotos. Tirei na casa dos meus pais mas notei, já aqui em BH, que elas estavam muito escuras. Já o clima aqui tá intratável e minha pobre W35 não tem cacife para tirar a foto da outra cortina. Mas elas ainda serão postadas!***

5 comentários:

cielle disse...

Adorei a história da cortina e realmente o artesanato nos faz mostrar nossas emoções, e sentimentos .Lendo essa história parecia que estava lá com vcs, e sempre que faço croche faço com carinho com amor pois faço pq gosto e sei que alguém como seus pais estarão sentindo o mesmo que eu uma emoçao indescritivel e apreciando o croche bjinhos para vc e para eles.

Anônimo disse...

Adorei a crônica sobre as cortinas de crochê.
Onde vivo há muitas casas com cortinas de crochê.
Agora depois de ler olho com muito carinho e lembro da sua história.
Abraços
Majori

Maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcia Soares disse...

Oi amiga !!!
Que estória hem !!! Quem (que gosta desse tipo de arte) já não se viu hipnotizado por uma linda cortina por ai !! Comigo mesmo já aconteceu, eu gostava de passar por lá só para ver e admirar a cortina linda da sacada. Quando a porta estava fechada era uma decepção só rsrsrsrs!
Bjs e recomendações a seus pais !
Um abarço
Márcia

Juliana Patriota Rocha disse...

fiquei curiosa ,quero ver a cortina....

adorei a historia... rsrsrs

seu pai eh um arraso!

Ahhh...prazer...Juliana Patriota